segunda-feira, 31 de março de 2008

Raymond Pettibon



Este artista fez no final dos anos 70 e meados dos anos 80 cartazes de shows de bandas punk, como o Black Flag, e também capas de discos. Pettibon é irmão do guitarrista Greg Ginn e seus primeiros zines eram distribuídos pelo selo SST, criado por Ginn para distribuir os discos do Black Flag.

Um dos seus trabalhos mais conhecidos é a capa do disco Goo, do Sonic Youth.




sábado, 29 de março de 2008

Jan Olof Mallander


Esculturas de papel, 1972-1974
Os trabalhos deste sueco, intervenções sobre cartões postais, fazem parte do acervo do MAC/USP. Na carta que acompanhou o envio da Escultura de Papel ao MAC-USP, o artista escreveu:
A idéia é simples: levar a poesia de volta para a letra isolada; e colocar essa letra no contexto ecológico e não apenas estético (...). Ao mesmo tempo, o projeto é claramente voltado contra o construtivismo equivocado que só consegue atribuir valor a monumentos de bronze colossais. As Esculturas de Papel são tão baratas, que qualquer um pode jogá-las fora depois...
(texto do livro de Cristina Freire, Poéticas do Processo: Arte Conceitual no Museu)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Jigme Douche




Raro quem tem todas as qualidades

Raro quem não tem nenhuma

Sakya Pandita, séc. 13


traduzi o texto acima do livro "Comme un lotus" de Jigme Douche.

quarta-feira, 26 de março de 2008

50 caracteres




Fazer um rosto utilizando apenas letras é algo bem antigo, que remonta à Idade Média. O vínculo entre tipografia e anatomia é evidente na denominação das partes que compõe cada letra. Estes desenhos foram agrupados em um livro de artista, a série completa pode ser vista aqui.

Marcel Broodthaers



 capa da revista Studio International, década de 1970


terça-feira, 25 de março de 2008

El Lissitsky






Poemas de Maiakóvski, composição tipográfica de El Lissitzky. O livro foi feito como um índice telefônico, na aba tem um pequeno ícone que identifica cada poema.

"Em 1922, El Lissitsky, então enviado especial da União Soviética à Europa, na qualidade de uma espécie de embaixador cultural do regime, publica um livro de coletânea dos mais conhecidos poemas de Maiakovski. O livro chamou-se Dlia Golossa (Para a voz) e tinha este título pois nascera das necessidades de divulgação da mensagem revolucionária, através da poesia daquele que era, já então, o maior poeta da Rússia. Na impossibilidade da presença de sua figura impressionante, cuja récita conseguia empolgar pequenas multidões, imaginou-se um livro que pudesse servir de guia de leitura dos poemas, escolhidos segundo as diversas ocasiões e necessidades. Assim, por exemplo, em uma comemoração do dia do trabalho, poder-se-ia declamar Moi Mai (Meu Maio), que fazia menção à data. Ou em uma reunião de um comitê de artes seria possível recorrer à Ordem no. 1 ao Exército das Artes e assim por diante. A questão era elaborar um certo tipo de livro em que os poemas pudessem ser localizados facilmente, na velocidade que a urgência revolucionária poderia requerer. El Lissitsky então raciocinou por similaridade: tomou o modelo do índice da caderneta telefônica e compôs o livro, no qual cada poema é acessado a partir de um ícone com parte do título em legenda. O ícone representa, nesse caso, parte da ilustração que introduz cada poema, ou mais do que isso, quase um indicador - como uma partitura - do modo como aquele poema deveria ser lido. Trechos em vermelho ( a outra cor empregada, além do preto) destacavam passagens que requisitavam maior ênfase, ou refrões.O índice de Lissitsky para o livro de Maiakovski é, na verdade um menu. Nossos dedos "clicam" em cada ícone e somos remetidos às páginas iniciais dos poemas correspondentes."

(trecho de um artigo de Lucio Agra)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Nelson Leirner

Questionário para um ‘Livro de Artista’
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P – O que é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
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P – Você considera este seu trabalho ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não, ele é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
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P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não foi o que eu disse.
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P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
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P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é e não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
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P – Então o que foi que você disse?
R – O que você me perguntou?
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P – Perguntei o que é um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R - ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
.
P – Você considera este seu livro um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não, ele é um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’.
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P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Não foi o que eu disse.
.
P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
.
P – Então para você ‘UM LIVRO DE ARTISTA’ é e não é ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?
R – Também não foi o que eu disse.
.
P – Então o que foi que você disse?
R – O que você me perguntou?
.
P – Perguntei o que é um ‘UM LIVRO DE ARTISTA’?

…...............................................................
Nelson Leirner
São Paulo, 1984

Tide Hellmeister


Os rabiscos caligráficos de frases vazias, as repetições persistentes deste nada dizer são - paradoxalmente - o recado do artista. No não-dito está dito que ele está envolvido inteiramente no seu fazer: corpo, mãos, olfato. Tudo. E fica assim, o não-dito pelo dito. É seu jeito de não se acomodar e de incomodar nosso olhar. Há críticos que acham que esse não-dito pode ser tipo isso ou aquilo, tipo ilógico, ilegível. Mas é simplesmente tipo gráfico.
Claudio Ferlauto
(O tipo da gráfica, Rosari edições)

Charles Demuth


Charles Demuth
Figure Five in Gold, 1928

A pintura foi inspirada por este poema abaixo. Comentários podem ser lidos em inglês aqui

The Great Figure

Among the rain
and lights
I saw the figure 5
in gold
on a red
fire truck
moving
tense
unheeded
to gong clangs
siren howls
and wheels rumbling
through the dark city

William Carlos Williams

quinta-feira, 20 de março de 2008

Damien Hirst







A última ceia

série de 13 serigrafias - 152,5 x 101,5 cm cada.

O nome do artista virou logotipo, imitando o logotipo de laboratórios

quarta-feira, 19 de março de 2008

Christian Robert-Tissot




Alguns trabalhos deste jovem artista italiano. A pintura demanda todo o espaço, e o museu se transforma pelo uso da palavra associada com a cor.

terça-feira, 18 de março de 2008

quase um poema

Quase um poema pronto
desenho (carvão e acrílica sobre papel - 0,90 x 300 cm) 2005

O título foi tirado de um poema do Bukowski; a figura lendo é de uma gravura italiana, que está no acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro; a borboleta 88 é de um selo e a prensa foi o Marcos quem desenhou, estava no Centro de Cultura Patrícia Galvão, em Santos. A mão é minha mesmo, mas foi desenhada com a mão esquerda.

Giacommo Balla

sexta-feira, 14 de março de 2008

quinta-feira, 13 de março de 2008

Jan Lenica

cartaz de circo, especialidade polonesa
Jan Lenica, 1976

quarta-feira, 12 de março de 2008

Rembrandt



(...) impossível não evocar aqui esse outro monograma, tão marcadamente em suspenso, que considera, estupefato com seu brilho, com seu poder, e a liberdade conseguida depois que o doutor Fausto de Rembrandt ousou traçar e pronunciar(...)
(trecho de As palavras na pintura, de Michel Butor. tradução de Amir Brito Cadôr)

terça-feira, 11 de março de 2008

etruscos

exemplo de inscrição em pedra. A escrita tinha um significado especial para este povo, que preenchia com textos objetos do cotidiano, como espelhos.

A escrita não é unidirecional, ou seja, pode ser lida em mais de um sentido, de modo a facilitar a integração de texto e imagem.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Iliazd



trabalhos do poeta e tipógrafo russo Ilia Zdanevic, também conhecido como Iliazd

sexta-feira, 7 de março de 2008

Buzz Spector


Livro rasgado, cada folha um pouco menor do que a precedente, de modo a mostrar um pouco do que está na folha de baixo. É um livro-texto que torna a leitura impossível. No site do artista tem outros exemplos de livros alterados (altered books) e alguns ensaios.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Eerdekens




Aqui tem mais trabalhos deste artista que utiliza materiais inusitados para escrever palavras com a sombra projetada dos objetos.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Kazuaki Tanahashi


O calígrafo japonês tem realizado demonstrações de shodô nos Estados Unidos desde a década de 70.

Foi publicada no ano passado a tradução de Brushmind (O Coração do Pincel), aforismos a respeito da caligrafia, ilustrado com desenhos de um só traço.